Espaço do Colaborador -- Participação de Cesar Marangoni Neto
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A data exata da fotografia é incerta, mas o prédio fala por si. Ali, às margens da Avenida Princesa Isabel, no coração do Perequê, funcionou durante muitos anos um pequeno posto do Banco do Brasil. Simples e discreto, o “postinho” atendia moradores, comerciantes e turistas, tornando-se parte da paisagem e da rotina do bairro.
Com o passar do tempo e a saída do banco, o imóvel ganharia novos usos, acompanhando as transformações de Ilhabela. Entre suas paredes já funcionaram uma loja de artesanato, a antiga 1000 Tintas e, atualmente, o espaço abriga uma lanchonete e restaurante.
A fotografia também ajuda a contar um capítulo importante da história bancária de Ilhabela. Ao longo dos anos, as agências mudaram de endereço diversas vezes, acompanhando a mudança do eixo econômico da cidade. Um marco dessa transformação ocorreu em 1998, quando a Prefeitura Municipal transferiu sua sede da Vila para o Perequê. A partir dali, o bairro passou a concentrar cada vez mais serviços e movimentação.
Nos anos seguintes, esse novo centro administrativo atraiu instituições bancárias. Em 2002 foi inaugurado o Banco do Povo e, em 2007, a Caixa Econômica Federal instalou um posto de atendimento dentro do Paço Municipal.
A transferência da Prefeitura provocou um verdadeiro “efeito ímã”. Aos poucos, as agências do Banespa, Bradesco e Nossa Caixa, que antes funcionavam na Vila, também migraram para o Perequê. Pouco depois, o Itaú abriria sua agência na região, consolidando o bairro como novo centro financeiro de Ilhabela.
Enquanto isso, a Vila via diminuir parte do movimento que sempre girou em torno dos bancos. Mas a história daria mais uma volta: em 2009, a Caixa Econômica Federal deixou o Paço Municipal e inaugurou sua agência em frente à Praça Coronel Julião, devolvendo ao Centro Histórico uma importante referência bancária.
Já o antigo posto do Banco do Brasil do Perequê encerraria ali sua trajetória para se instalar na Barra Velha, onde a nova agência foi inaugurada em 2007.
É um verdadeiro vai e vem: Perequê, Vila, Vila, Perequê. Um enredo que quase parece trava-língua, mas que revela como a cidade foi se transformando ao longo do tempo.
E é justamente esse o poder de uma fotografia. Um prédio, um nome, uma lembrança — e, de repente, a memória ganha vida. Cada imagem guardada resgata histórias, desperta recordações e ajuda a montar, peça por peça, o grande quebra-cabeça chamado Ilhabela.









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