Por Edson Souza
Como uma joia engastada entre o mar e os morros, o antigo jardim da Praça Coronel Julião, no Centro Histórico de Ilhabela, simbolizou um novo tempo para a cidade em meados da década de 1950. O chafariz, inaugurado em 1952, integrou o programa municipal de expansão turística e rapidamente se tornou um dos principais cartões-postais da então chamada “Ilhabela”.
A fotografia de 1956 revela o cuidado paisagístico que marcou aquela fase: o espelho d’água com seu delicado jato central, os canteiros bem delineados, os coqueiros emoldurando a orla e, ao fundo, o cenário imponente do canal e da Serra do Mar. Era a materialização de um projeto que buscava valorizar a beleza natural da ilha e consolidá-la como estância balneária de destaque no litoral paulista.
A imprensa da época registrou esse momento de orgulho coletivo. Jornais como o tradicional Correio Paulistano e a Tribuna de São Paulo destacaram os jardins da Praça da Vila como referência turística, exaltando a singular poesia da paisagem e o encanto que atraía visitantes cada vez em maior número. Ilhabela era apresentada como “A Rainha dos Mares do Atlântico Sul”, título que traduzia o fascínio exercido por suas praias, seus coqueirais e sua vegetação exuberante.
Atualmente, a Praça Coronel Julião possui outra configuração, reflexo das transformações urbanas e das novas demandas da cidade ao longo das décadas. Ainda assim, o registro preservado neste cartão-postal mantém viva a memória de um período em que o paisagismo e o chafariz simbolizavam progresso, acolhimento e a afirmação da vocação turística de Ilhabela.
OBSERVAÇÃO
— A versão colorida do cartão-postal foi produzida com auxílio de Inteligência
Artificial, uma ferramenta que nos ajuda a imaginar, em cores, cenários
originalmente registrados em preto e branco. No entanto, é importante destacar
que esse processo pode, sim, alterar ou reinterpretar pequenos detalhes da
imagem original. Nosso objetivo não é substituir o documento histórico, mas
oferecer uma perspectiva ilustrativa — uma forma de aproximar o público da
atmosfera da época. A fotografia original continua sendo a principal referência
histórica.








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