Por Edson Souza
Em 23 de fevereiro de 1954, o jornal A Tribuna publicou a reportagem “A palavra do prefeito Giorgio Storace”, trazendo à tona os planos, desafios e sonhos para o futuro de Ilhabela.
Naquele momento, o então prefeito Giorgio Storace falava com entusiasmo sobre o desenvolvimento da cidade: a melhoria dos transportes, a criação de uma linha regular de ônibus até o Perequê, o desejo de implantar um serviço de lancha ao redor da ilha e até as expectativas em torno do campo de aviação.
Era uma Ilhabela que ainda carecia de infraestrutura básica — como o sistema de esgoto —, mas que já tinha convicção do seu potencial. “Temos boa água. Temos luz. Dentro das nossas possibilidades, tudo havemos de fazer para dotar Ilhabela do conforto que ela merece”, afirmou o prefeito à época.
Mais de sete décadas depois, é emocionante perceber como muitos daqueles sonhos ajudaram a moldar a cidade que conhecemos hoje. Essas páginas não registram apenas uma entrevista, mas um capítulo da construção administrativa e política de Ilhabela — quando planejar o futuro era, antes de tudo, acreditar na força da própria terra.










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