Espaço do Colaborador -- Participação de Cristina Souza
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Castelhanos guarda um silêncio diferente quando a gente sabe escutar; é como se, entre o vento que vem do mar e o canto distante das árvores, ainda ecoasse o som daquele samba simples, nascido ali mesmo — sem ensaio, sem palco, só amizade, tempo e verdade.
Nesta fotografia de 2007, três filhos da terra se encontravam como tantas outras vezes: um pandeiro marcado no compasso do coração, uma viola puxando a melodia e um olhar atento, acompanhando cada verso como quem também canta por dentro; ali havia tudo — havia história, havia pertencimento, havia o espírito caiçara vivo.
Onézio (Barroso), Waldemir (Valdereis) e Ariovaldo (Li) não precisavam de muito. Bastava o banco, o sol, a sombra da Petiscaria Castelhanos e a vontade de estar juntos. O samba nascia assim, improvisado, como sempre foi a vida em Castelhanos: simples na forma, profundo na essência.
Hoje, eles já não estão entre nós; mas quem viveu esses momentos sabe — certas presenças não se vão. Ficam no jeito de lembrar, no som que a memória insiste em tocar, na saudade que não pesa, mas embala.
Que essa imagem siga rodando, como um disco antigo, para que nunca se perca o compasso desses encontros. Porque mais do que música, eles deixaram um jeito de viver.
- Castelhanos (2007) — In memoriam
- Ariovaldo Rafael de Souza (†2018)
- Waldemir Rafael de Souza (†2018)
- Onézio Gonçalves (†2022)
- Registro por Cristina Souza
- Texto: Edson Souza -- @arquivoilhabela









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