Espaço do Colaborador -- Participação de Dorival Saran
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Travessia de Balsa em Ilhabela 1980 — Entre o balanço das ondas e a lentidão da travessia no Canal de São Sebastião, a antiga balsa revelava a rotina de quem dependia diariamente desse percurso entre o continente e a ilha. Em tempos de estrutura precária, bancos improvisados, veículos apertados e longas esperas faziam parte da viagem.
Na cena, a inseparável bicicleta Monark — símbolo de uma geração — acompanha passageiros que transformavam a travessia em encontro, conversa e memória. Um retrato autêntico do litoral paulista nos anos 1980, quando a simplicidade fazia parte do caminho e cada viagem tinha sua própria história.
Restaurante Totinho Ilhabela 1970 — Sob as coberturas de sapê e de frente para o Canal de São Sebastião, o Totinho marcou época como um dos cenários mais inesquecíveis da antiga Ilhabela. Entre os anos 70 e 80, o restaurante reunia moradores, turistas, pescadores e amigos em torno de mesas simples, drinks tropicais, peixe fresco, camarão e música ambiente embalada pela brisa do mar.
Seu famoso deck de madeira avançava sobre as águas na região da Praia de Santa Teresa, criando um ambiente que parecia parar no tempo. Ali, tardes viravam noites entre conversas, risadas e o balanço tranquilo das embarcações ao fundo.
Embora o Totinho tenha encerrado suas atividades há muitos anos, sua memória continua viva no coração de quem viveu aquela época dourada da Vila. Um pedaço da história afetiva de Ilhabela que jamais será esquecido.
Farol Ponta das Canas Ilhabela 1970 — Entre os coqueiros e o silêncio do mar na Ponta das Canas, repousam as ruínas do forte inacabado — um dos vestígios mais curiosos e pouco conhecidos da história de Ilhabela.
Cercado pela beleza natural do extremo norte da ilha, o local guarda memórias de antigos projetos de defesa do Canal de São Sebastião, registrados na histórica “Planta da Fortaleza da Ponta das Canas”, de autoria do tenente-coronel José António Teixeira, preservada nos Arquivos do Estado de São Paulo.
Relatos sobre esse episódio também atravessaram o tempo nas páginas da coleção em revista ‘Memória Histórica de São Sebastião (1959)’, com textos de Antônio Paulino de Almeida, ajudando a manter viva a lembrança desse patrimônio esquecido entre o verde da mata e o azul do mar.











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