Trabalho realizado por Edson Souza e Giliard Miguel
Especial: Fazenda de Café em Ilhabela
Esse não é apenas um riachinho comum, mas sim o que chamamos de leito de cheia ou um riacho de regime sazonal/intermitente, muito característico da geografia de Ilhabela e da Serra do Mar.
► Pedras roladas e arredondadas: Repare nas pedras grandes onde estamos apoiados e nas que estão ao redor. Elas são visivelmente arredondadas e têm superfícies lisas. Esse formato não é natural da rocha original; ele é esculpido pelo processo de abrasão, que só acontece quando um volume considerável de água corre com força, arrastando sedimentos e "lixando" as pedras ao longo dos anos.
► Dispersão do leito de pedras: A faixa de pedras expostas é muito mais larga do que o filete de água atual. Toda essa área pedregosa e limpa de vegetação rasteira no chão mostra a largura real que o rio assume quando está cheio.
► Ausência de vegetação no leito: Onde a água passa com frequência e força, a terra é lavada e as plantas pequenas não conseguem se fixar. Note que a vegetação densa só começa um pouco mais para cima nas margens.
Ilhabela é famosa por seu relevo de serra e declives acentuados. Quando ocorrem as chuvas de verão (as famosas "águas de março" ou temporais tropicais), a captação de água na encosta da floresta é massiva e imediata.
O volume desse riacho pode subir em questão de minutos — um fenômeno conhecido como cabeça d'água ou enxurrada — transformando esse pequeno leito calmo em um fluxo violento que ocupa todo o espaço dessas pedras, arrastando galhos e cobrindo a área onde estamos agachados na foto. No inverno ou em períodos de estiagem, o volume recua para esse filete pacífico que registramos.









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