Por Edson Souza
Antigamente, atravessar Ilhabela de um bairro a outro era uma verdadeira aventura. Para vencer os córregos e riachos que cortavam a ilha, os moradores dependiam das pinguelas — pequenas pontes de madeira, muitas vezes improvisadas, que se tornaram parte do cotidiano da população.
Essas travessias rústicas ligavam regiões como a Barra Velha, Perequê, Reino, Itaquanduba, Vila, Siriúba e Garapocaia. Era comum ouvir que “tinha pinguela pra tudo que é lado”.
Até meados da década de 1950, os píeres e pontes da ilha continuavam a ser construídos em madeira — um trabalho árduo, pois as estruturas precisavam ser constantemente substituídas devido à ação do tempo e da maresia. Somente a partir de 1954 passaram a ser erguidas em cimento, consolidando uma nova fase na infraestrutura da cidade.















