Foto Legenda por Edson Souza
Ah! A bela Praça da Bandeira, no coração do Centro Histórico de Ilhabela… Na imagem, a praça surge como um cartão-postal vivo: o verde intenso dos coqueiros balançando ao vento, o gramado bem cuidado, o antigo canhão repousando como sentinela do tempo e, ao fundo, o tradicional prédio do Arco do Triunfo, com suas janelas verdes e telhado de barro, abrigando o bar e restaurante que recebia moradores e visitantes.
Era uma Ilhabela de cores vibrantes, de céu azul profundo e cheiro de flores espalhado pelo ar. Cada detalhe revela uma época em que o tempo parecia caminhar mais devagar. A Praça da Bandeira era ponto de encontro, de conversa demorada à sombra dos coqueiros, de crianças correndo pelo jardim e de histórias compartilhadas sem pressa.
Relendo a pasta de memorandos preservada em nosso sistema digital, encontramos um documento datado de 1960 que nos transporta diretamente para essa atmosfera. Nele, o fiscal Antônio Lisboa Alves comunicava ao prefeito que o tratorista da prefeitura, Gabriel Francisco Prado, informara que Charles Galeano havia cortado folhas de um coqueiro junto ao prédio do Arco do Triunfo, o píer da Vila. O memorando foi recebido pelo secretário Gil Pinna.
Um simples registro administrativo — mas que hoje se transforma em testemunho de uma época. Na simplicidade daquele tempo havia comunicação direta, responsabilidade compartilhada e cuidado com os espaços públicos. Cada coqueiro, cada detalhe da praça importava.
A Praça da Bandeira não era apenas paisagem: era parte viva da rotina, cenário de encontros e guardiã de memórias... e assim segue, no coração de Ilhabela e na lembrança de todos que aprenderam a amar essa ilha de cores, histórias e afetos.









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