Por Edson Souza
Houve um tempo em que a Vila parecia caber inteira dentro de uma tarde tranquila. As ruas de pedra guardavam passos conhecidos. Pessoas caminhavam sem pressa, atravessavam a rua no meio da conversa, enquanto carros antigos repousavam nas laterais como parte natural da paisagem.
As bandeirinhas coloridas dançavam sobre a rua, anunciando festas, encontros, dias simples que se transformavam em memória sem que ninguém percebesse. As fachadas tinham cores suaves, portas abertas, janelas que observavam o movimento da vida cotidiana. Cada pequeno comércio, cada placa, cada banco na calçada era parte de uma história compartilhada entre moradores, visitantes e gerações.










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