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24.2.26

Cartão-postal da Vila de Ilhabela (1999)

 Por Edson Souza


Em 1953, teve início a construção do paredão do quebra-mar na orla marítima da cidade. A obra surgiu da necessidade urgente de conter a erosão provocada pelas marés, que avançavam com intensidade e inviabilizavam qualquer iniciativa de embelezamento naquele trecho tão simbólico da Vila. Sua execução só se tornou possível graças ao auxílio financeiro concedido à Prefeitura pelo Governo do Estado de São Paulo, que destinou 350 mil cruzeiros, por meio da Secretaria de Viação e Obras Públicas.

Na Ilha, o plano foi organizado pelo então prefeito Giorgio Storace e aprovado pelo Departamento de Obras Sanitárias. O contrato foi autorizado por Nilo Andrade Amaral, secretário da Viação, estabelecendo que a municipalidade ficaria responsável pela administração e execução dos trabalhos, sob fiscalização da Seção Técnica de Planejamento da Divisão de Saneamento Urbano.

As pedras utilizadas na construção do quebra-mar foram doadas pelo austríaco Lambert Wolf, morador da Rua da Padroeira, nº 40, na Vila. Além da extração das pedras em seu terreno, Lambert também doou parte da área aos fundos para que o município abrisse a via de acesso à Santa Casa de Misericórdia — atual Rua Padre Bronislau Cherek. Curiosamente, a doação não foi atualizada no cadastro imobiliário, e o benfeitor continuou pagando IPTU por uma rua que já pertencia ao município.

Para conter os efeitos das ondas, ergueu-se um sólido paredão de pedras com 357 metros de extensão, dotado de duas escadas e oito rampas de acesso ao mar. Mais do que cumprir sua função protetora, a obra trouxe harmonia e novo desenho à paisagem da praia. Inaugurado em 1954, o quebra-mar foi destaque nos principais jornais da época, como o Correio Paulistano e A Tribuna.

Em tempo…

Em reconhecimento aos serviços prestados à cidade, a Câmara Municipal concedeu a Lambert Wolf, pela Lei nº 02/79 (26 de março de 1979), o título de “Cidadão Caiçara de Ilhabela”.

Em 11 de outubro de 1991, o prefeito Eurípedes da Silva Ferreira sancionou a Lei nº 41/91, que deu origem à “Praça Lambert Wolf”, na Avenida Almirante Tamandaré, na Praia do Itaguaçú. No mesmo ano, a Câmara comunicou oficialmente a homenagem à viúva, Martha Wolf. A carta foi assinada pelo vereador Manoel Marcos de Jesus Ferreira em um gesto de generosidade eternizado na memória de Ilhabela.



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